Sem saída

As paredes tem olhos e acusam-me por ter vivido.
O chão se move e quase não posso ficar em pé.
O teto derrete sobre mim.
Sinto-me sufocada, apertada…
Tento gritar, mas são grunhidos que saem da minha boca, grunhidos como de um cão morrendo, como de um cão que sou nesta noite presa neste cemitério de minha alma.
Ouço vozes, ouço passos… mas ninguém fala comigo, ninguém se aproxima…
É como se eu não existisse, como se eu nunca tivesse existido.
Nem uma só lembrança, nenhuma só esperança… Só a vontade de sair daqui, sair de mim…
Mas… onde fica a porta?

(escrita em 28/01/2005)

Aretha Stephanie

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